Vereadores de Cuiabá fazem ato no STF para cobrar celeridade nas investigações da operação Ararath

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+ Política
Segunda, 02 Outubro 2017 | G1 MT
Um grupo de vereadores de Cuiabá (MT) fez um ato em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira (2) para cobrar celeridade nas investigações de envolvidos na operação Ararath, que apura a existência de uma organização criminosa no alto escalão do governo do Mato Grosso entre 2006 e 2014.
A investigação tem como base as delações premiadas do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), de três parentes dele e de um auxiliar - todos fecharam acordos com o Ministério Público Federal no âmbito da Operação Ararath.
Além dos depoimentos detalhando como funcionavam os esquemas de corrupção em seu governo, Silval entregou provas materiais, entre elas vídeos que mostram deputados, ex-deputados e prefeitos recebendo dinheiro em espécie. Segundo o ex-governador, os valores pagos eram de esquemas de propina no estado.
Vídeos da delação de Silval Barbosa revelam novos flagrantes de propina
Em ofício protocolado no STF, os vereadores dizem que as imagens deixaram a "população cuiabana perplexa e indignada". Eles destacem um dos vídeos, no qual o atual prefeito da cidade, Emanuel Pinheiro (PMDB), aparece recebendo maços de dinheiro e colocando nos bolsos do paletó. Na gravação, um dos maços chega a cair no chão, e Pinheiro se abaixa para pegar.
"Hoje, o orçamento de Cuiabá é por volta de R$2,2 bilhões de reais, mesmo o fato acontecendo quando ele [prefeito] era deputado estatual, hoje justifica uma suspeita sob o gestor. Ele não deu uma resposta sobre essas fortes cenas exibidas no vídeo", disse o vereador Dilemário do Vale Alencar (Pros).
 
O grupo quer que o ministro relator Luiz Fux dê celeridade nas investigações e também forneça as informações colhidas em inquérito para o Poder Judiciário do Mato Grosso e o Ministério Público Estadual (MPE/MT), para que auxiliem no processo.
"Reafirmamos nosso desejo de que seja dada à sociedade uma resposta rigorosa e célere, mas que em nenhum momento (...) desfaleça o devido processo legal, assim como a ampla defesa e o contraditório aos acusados apontados na delação, de modo que qualquer medida que concorra para o possível afastamento ou permanência do prefeito, seja pautada sobre a legalidade", diz o documento protocolado no STF.
O pedido é assinado pelos vereadores de oposição Abílio Jacques Brunini Moumer (PSC), Dilemário do Vale Alencar (Pros), Elizeu Francisco do Nascimento (PSDC), Felipe Tanahashi Alves (PV) e Joelson Fernandes do Amaral (PSC), além dos vereadores Gilberto Gomes de Fiqueiredo (PSB) e Marcelo Eduardo Bussiki Rondon (PSB), considerados independentes.
Documento protocolado no STF por vereadores de Cuiabá (Foto: Alessandra Modzeleski/G1) Documento protocolado no STF por vereadores de Cuiabá (Foto: Alessandra Modzeleski/G1)
Documento protocolado no STF por vereadores de Cuiabá (Foto: Alessandra Modzeleski/G1)
Buscas e apreensão
Recentemente, o ministro Luiz Fux autorizou operação da Polícia Federal e do Ministério Público para que fossem cumpridos mandados de busca e apreensão em 64 endereços no Mato Grosso, entre eles a casa do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro.
Um dos mandados de busca e apreensão foi cumprido também no apartamento ex-governador de Mato Grosso e atual ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP), em Brasília, além da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT).
 
Policiais Federais ainda estiveram nos gabinetes dos deputados Gilmar Fabris (PSD), Silvano Amaral (PMDB), Oscar Bezerra (PSB), Wagner Ramos (PSD), Ondanir Bortolini (conhecido como Nininho) (PSD) e Romoaldo Júnior (PMDB).

 

 
 
 
 
 
 
 
 
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