AMM orienta prefeitos a nomear diretores escolares conforme determinação do STF
.jpg)
Opresidente da AMM, associação que representa mais de 120 dos 141 municípios de Mato Grosso, Neurilan Fraga, encaminhou uma recomendação aos prefeitos para obedecer à decisão do STF, sobre a nomeação de diretores das escolas públicas. Antes eram realizadas eleições.
A decisão do Supremo declarou inconstitucional o artigo 237, inciso 4 da Constituição de Mato Grosso, que previa eleições diretas para o cargo de diretor nas unidades de ensino. A partir de agora, os diretores das escolas municipais serão nomeados pelo governador, e os de escolas municipais, serão nomeados pelos prefeitos. “Para o STF, entende-se que diretores de escolas são também cargos de confiança/comissionados, sendo o Chefe do Executivo responsável por designá-los”, destaca o ofício.
A circular publicada pela AMM visa alertar os municípios, já que o Ministério Público Estadual notificou os prefeitos para se absterem de realizar eleição nas escolas. “Considerando ainda, que as decisões proferidas pelo STF possuem efeito vinculante, e que o julgamento ocorreu no dia 05 de novembro de 2019, ficam suspensas as eleições para cargo de diretor das escolas a partir da publicação da decisão, que ocorreu no dia 11 de novembro de 2019, até o julgamento do mérito da ADI 282-1”.
O novo entendimento da Suprema Corte foi criticado pelo deputado Thiago Silva (MDB), que preside a Comissão de Educação da Assembleia. O parlamentar diz que vai buscar apoio da bancada federal para poder reverter a situação, por acreditar que a nomeação vai fomentar a “politicagem” e pode interferir na gestão escolar.
“Para mim é um retrocesso esta decisão, sou deputado do Movimento Democrático Brasileiro e prezo pela democracia nas escolas brasileiras também. Caso realmente o governador e prefeitos determinem a nomeação dos diretores, para mim é um atraso na educação brasileira”.
Thiago vai a Brasília para se reunir com os deputados e senadores de MT para buscar junto à equipe técnica do Congresso, uma solução jurídica para o impasse que, segundo o deputado já está deixando a comunidade escolar extremamente preocupada.