Taques tem o voto mais caro entre os governadores eleitos no país

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Domingo, 09 Novembro 2014 | CORREIO BRAZILIENSE

O pedetista gastou R$ 29,5 milhões para se eleger e tem uma média de gasto de R$ 35,46 por votoO pedetista gastou R$ 29,5 milhões para se eleger e tem uma média de gasto de R$ 35,46 por voto

Dados disponibilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que o custo das campanhas eleitorais continuou crescendo no Brasil em relação a 2010. Levantamento do Correio Braziliense revela que o preço médio das campanhas dos governadores eleitos em 1º turno ficou em R$ 21,08 milhões, valor cerca de 18% maior que o registrado em 2010, quando as campanhas dos 18 governadores eleitos em primeiro turno custaram, em média, R$ 17,7 milhões. 

Em alguns casos, a arrecadação não acompanhou o aumento de gastos, sobretudo para os derrotados nas urnas. Candidato do PT ao governo de São Paulo, o ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha, por exemplo, deixou a campanha com um débito de cerca de R$ 24 milhões.

No 1º turno, o voto mais caro do país foi o do governador eleito em Mato Grosso, o senador Pedro Taques (PDT). O parlamentar gastou R$ 29,5 milhões para obter cerca de 833 mil votos. O “preço” de cada um deles ficou em torno de R$ 35,46. . “Isso foi em razão do tamanho do estado, dos custos de transporte para a campanha”, disse Taques à reportagem. 

“A nossa campanha recebeu quase R$ 9 milhões de pessoas físicas. Foi o maior percentual de doações de pessoas físicas. Também doamos para candidatos a estaduais e federais quase R$ 8 milhões. Ajudamos a eleger 11 estaduais e cinco federais com o dinheiro”, completou o eleito. 

O segundo colocado foi o governador eleito de Alagoas, Renan Filho (PMDB), com R$ 25,18 gastos por voto. Nessa conta, o voto mais barato pertence a Geraldo Alckmin, com apenas R$ 3,30 gastos por cada um dos cerca de 12,2 milhões de votos obtidos.

Cientista político pela Universidade de Brasília (UnB), o professor João Paulo Peixoto explica que é preciso considerar a dimensão do estado, a qualidade do material produzido durante a campanha e a quantidade de propaganda. “Governadores que disputaram a reeleição, por exemplo, precisam desembolsar menos dinheiro para se tornarem conhecidos. Eles geralmente já têm uma vitrine a apresentar. Outros, porém, precisam fazer um esforço maior.”

 

 
 
 
 
 
 
 
 
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