Suspeito de assaltar 65 agências, ladrão de banco mais procurado é de Barra do Bugres

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Domingo, 05 Janeiro 2014 | FOLHA DE SÃO PAULO
Neste ano, em 2013, Monstro assaltou três agências em apenas uma semana. Acumulou 17 mandados de prisão. Neste ano, em 2013, Monstro assaltou três agências em apenas uma semana. Acumulou 17 mandados de prisão. Conhecido pela alcunha de 'Monstro', Rolídio Brasil de Souza Gama, de 42 anos, nascido em Barra do Bugres (160 km de Cuiabá), interior de Mato Grosso, foi notícia no Brasil, inclusive com direito a reportagem no Jornal Nacional da TV Globo, após ser preso pela polícia paulista.

Ele, até então antes de ser preso na última quinta-feira (2), o ladrão de banco mais procurado pela polícia de São Paulo.

'Monstro' foi preso sem reagir, levantou as mãos para ser algemado e ainda assim ainda tentou 'negociar': perguntou se haveria a possibilidade de uma 'conversa', ou seja, suborno.
"Não. Aqui é cana", disse um dos policiais, segundo o chefe da divisão de capturas Adilson da Silva Aquino. 

"Ele percebeu que não tinha nenhuma conversa errada. Não tinha nada. Falaram [os policias]: 'Você ficou muito famoso'", relatou Aquino. 

No caminho até o carro, diz o delegado, ainda brincou: "Essa mídia só me ferra." 

De acordo com reportagem publicada no jornal Folha de São Paulo, edição deste domingo (5), 'Monstro' é condenado a 32 anos de prisão. Ele foi preso após ser  surpreendido em uma casa alugada no sertão de Boiçucanga, em São Sebastião, litoral norte, onde passava o feriado de final de ano com a família –entre eles, a mulher e dois filhos. 

Segundo a Folha, o criminoso se tornara uma das prioridades da Polícia Civil paulista havia dois anos, após escapar de ao menos quatro operações em que vários membros da quadrilha foram presos ou mortos. 

Monstro construiu uma "carreira" de quase 23 anos. Os policiais não sabem bem a origem de seu apelido. Dizem que pode ser em razão da agressividade nos roubos. 

Num dos assaltos, chegou a colocar o cano da arma na boca de um gerente. Outra hipótese, para os policiais, é uma chacota de comparsas em razão do nariz torto. 
'Monstro' se tornou especialista em roubo a cofres– teve seu primeiro registro na polícia em fevereiro de 1991 ao assaltar uma lanchonete na zona norte da capital paulista. 

A polícia não sabe dizer quando ele chegou a São Paulo nem se teve passagem pela antiga Febem. 

Sabe, porém, que depois da primeiro crime ele não parou mais. Tinha 19 anos. 

Ainda em 1991, praticou mais dois roubos –a uma editora e a uma mulher. 

Foi para a prisão pela primeira vez em 1992, após mais três roubos. Cumpriu pena em regime fechado durante seis anos, quando então conseguiu o direito a cumprir o restante da pena em regime semiaberto. Fugiu um mês depois de receber o benefício. 

Em fevereiro de 1999, foi preso agindo pela primeira vez num roubo a banco. 

Foi para a prisão, mas não por muito tempo. Em dezembro do mesmo ano, 'Monstro' fugiu de novo. 

Voltou ao cárcere mais uma vez em 2002 quando se tornou chefe de uma quadrilha. Até então, ocupava papeis secundários nos bandos que participava. Cinco anos depois, em 2007, escapou do semiaberto. 'Monstro' voltou a fazer o que mais sabia. 

Ganhou fama de frio e inteligente. Aprendeu a rotina dos bancos e como cooptar vigias das agências. 

Também entrava disfarçado de funcionário. Roubou pelo menos outros 24 bancos. 

Neste ano, em 2013, Monstro assaltou três agências em apenas uma semana. Acumulou 17 mandados de prisão. 

Apesar dos roubos milionários, o criminoso levava uma vida sem ostentação. A polícia ainda sabe ao certo o seu patrimônio. 

Ao todo, de acordo com informações da polícia, há 31 casos confirmados com sua participação. "Acreditamos que esse número possa dobrar. Chegar até uns 65", afirmou o diretor do departamento de capturas, Marco Antônio Desgualdo. 
 

 

 
 
 
 
 
 
 
 
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