Motoristas de ônibus descumprem decisão e mantêm greve em MT

Imprimir
+ Geral
Quinta, 28 Maio 2015 | Do G1 MT
A decisão judicial que determinou a circulação de 70% da frota de ônibus do transporte coletivo na Grande Cuiabá, nos horários de pico, e 50% nos demais horários não está sendo cumprida durante a greve dos motoristas de ônibus, deflagrada nesta quinta-feira (28). Desde à zero hora de hoje, nenhum ônibus saiu das garagens na capital. Já em Várzea Grande, na região metropolitana, 15 ônibus estão circulando.
Segundo o presidente do Sindicato dos Motoristas Profissionais e Trabalhadores em Empresas de Transportes Terrestres (STETT), Ledevino da Conceição, falta boa vontade dos empresários para negociar com a categoria. "Falta vontade, pois o reajuste que pedimos é viável. Não pedimos nada absurdo", destacou.
Dois ônibus que trafegavam em Várzea Grande foram depredados ao saírem da garagem. Um teve o pneu furado e outro foi atingido por pedras jogadas por população, conforme o representante da categoria.
À tarde, um grupo impediu os motoristas que não aderiram à greve de retirar os veículos da garagem de uma empresa no Bairro Jardim Vitória, na capital.
A desembargadora Maria Beatriz Theodoro Gomes determinou, em ação movida pelo Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano do Estado de Mato Grosso (STU), que seja mantido em atividade 70% da frota de 05h30 às 9h; das 11h às 14h; e das 17h às 20h, e 50% nos demais horários sob pena de multa diária de R$ 30 mil.
Devido à greve, a auxiliar de serviços gerais Rita Maria Gonçalves de Souza seguiu a pé para o trabalho e caminhou por cerca de 40 minutos. "Para não faltar ao trabalho, acordei mais cedo e fui andando. Meu chefe também me liberou meia hora antes para não ir andando no escuro. Infelizmente, vai ser assim até os ônibus voltarem", disse.
Para tentar por fim da greve, a desembargadora do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), Maria Beatriz Theodoro Gomes, antecipou para esta próxima sexta-feira (29) uma audiência de conciliação entre os motoristas e as empresas. Essa audiência estava marcada para a próxima semana.
A categoria pede reajuste de R$ 200 no salário base. Eles recebem R$1,8 mil e almejam R$ 2 mil, o que representa reajuste de 11,11%. O sindicato também reivindica aumento no valor da gratificação paga junto com o salário, de R$ 220 para R$ 250, além do aumento do valor do vale-alimentação, de R$ 100 para R$ 150 ,e 10% de aumento no salário dos trabalhadores do setor administrativo.
O sindicato das empresas propôs reajustar o salário para R$ 2 mil, o pagamento de R$ 120 de ticket alimentação e 8,5% de aumento para os demais trabalhadores. No entanto, não propôs aumento no valor da gratificação. Por isso, a proposta foi rejeitada pela categoria em assembleia realizada na última terça-feira (26), quando os trabalhadores decidiram pela greve.

 

 
 
 
 
 
 
 
 
Joomla 1.6 Templates designed by Joomla Hosting Reviews