Após tentativas de Fabris, Janete e Silval, cadeira no TCE "sobra" para Zé Domingos e abre espaço a Meraldo

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Quinta, 08 Janeiro 2015 | RDNEWS
Na bolsa de apostas sobre quem ficará com a vaga de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, aberta com a renúncia de Humberto Bosaipo, a preferência aponta para o nome de Zé Domingos, ex-vereador e ex-prefeito de Sorriso por três vezes e deputado reeleito para o terceiro mandato. A indicação de Domingos não agrada totalmente o cacique do PSD, deputado José Riva, que chegou ao limite na tentativa de ver a esposa no cargo vitalício, mas atende o mesmo partido porque abriria vaga na Assembleia para o suplente Meraldo Sá, afilhado político do próprio Riva. No Palácio Paiaguás não haveria resistência do governador Pedro Taques em fazer tal nomeação.
Mas o ritual de indicação, sabatina e posse está "bloqueado". Só poderá ter prosseguimento após o Supremo julgar o mérito de uma Adin interposta pela Associação Nacional dos Auditores dos Tribunais de Constas do Brasil (Audicon). Riva sabe que, agora com seu adversário político no comando do Estado, não tem mais chance de emplacar a esposa. Embora a indicação seja da Assembleia, quem faz a nomeação é o governador.
Riva tentou tal pleito nos últimos dias da gestão Silval Barbosa. De um lado, obteve respaldo de 16 dos 24 deputados, mas a indicação encontrou resistência de diversos setores, entidades, do Ministério Público e da Justiça, por entenderem que Janete não preenche os requisitos exigidos para o cargo. Antes, o suplente Gilmar Fabris se colocou na disputa, mas também foi surpreendido com manifestações contrárias. Recuou porque, com a morte de Walter Rabello, ganhou a condição de deputado titular. Na mesma linha, Silval se movimentou forte nos bastidores, tentando se tornar conselheiro, mas não teve tempo hábil.
Por exclusão, a vaga deve ficar com Zé Domingos. Outros candidatos não ganharam o respaldo esperado da Assembleia, como os deputados Jota Barreto, derrotado a federal, e Sebastião Rezende, reeleito para o quarto mandato. Ambos são do PR. Barreto perdeu força política porque daqui a um mês não será mais parlamentar. Retomará ao assento de fiscal do Estado. Rezende é engenheiro civil e considerado "fraco" nas articulações. A briga pela vaga não é à toa. O Pleno do TCE é composto de 7 conselheiros. O cargo vitalício com prerrogativa de desembargador do Tribunal de Justiça rende hoje salário próximo de R$ 30 mil e várias regalias, privilégios e poder.