Delegado Bosco se entrega na Polinter

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Sábado, 21 Setembro 2013 | MIDIA NEWS
O delegado João Bosco de Barros se entregou há pouco na Gerência de Policia Interestadual (Polinter) após ter o pedido de Habeas Corpus negado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). 

Ele está com a prisão decretada há 15 dias e desde então aguardava o recurso, pois queria “resguardas os direitos”. Na entrada, ele negou ter participado do esquema.

“Tudo isso é uma palhaçada. É uma vergonha o que estão fazendo com a Polícia. Tudo por causa de um telefonema de alguns segundos que fiz. Tenho 30 anos de polícia, serviços bem prestados. Isso está mais pra abadá do que pra abadom”, ao ironizar o nome da operação na qual resultou na sua prisão. 
Delegado João Bosco se apresentou às autoridades policiais nesta manhã de sábadoDelegado João Bosco se apresentou às autoridades policiais nesta manhã de sábado

A esposa dele, policial civil Gláucia Alt, no entanto, teve a prisão preventiva revogada nesta sexta-feira (20) pelo Tribunal de Justiça do Estado. O desembargador Alberto Ferreira de Souza, da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso revogou a prisão preventiva da policial, denunciada durante a Operação Abadom da Polícia Civil.

O mesmo desembargador negou liberdade ao delegado e aos quatro policiais civis envolvidos no mesmo esquema. Os policiais Márcio Severo Arrial, Leonel Constantino de Arruda, Cláudio Roberto da Costa e George Fontoura Filgueiras continuam presos na Gerência de Operações Especiais da Policia Civil. 

Na quarta-feira (18), os quatro policiais foram ouvidos na Corregedoria Geral da Policia Civil. Os advogados Neyman Monteiro e Anilton Rodrigues, que defendem os policiais Márcio Severo e Cláudio Roberto não quiseram comentar o depoimento. Eles se limitaram a dizer que seus clientes contaram a versão deles para o caso.

A operação Abadom foi deflagrada no dia 27 de junho com a prisão de 15 suspeitos. Na ocasião, somente o delegado e a policial haviam sido presos. Os outros quatros foram indiciados durante as investigações. Os policiais foram autuados também por corrupção e concussão, além de extorsão.

Do total, quatro já estavam atrás das grades da Penitenciária Central do Estado de onde enviavam ordens por telefone celular para as ações criminosas ligadas ao tráfico.