Delegado protegia quadrilha do tráfico de drogas

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Quinta, 27 Junho 2013 | HIPER NOTÍCIAS
A Polícia Civil chegou ao envolvimento do delegado João Bosco Vieira e sua esposa por “incidente”, durante a investigação sobre quadrilha envolvida em tráfico de drogas. João Bosco foi preso pela Operação Abadom nesta quinta-feira e responde a processo administrativo na Corregedoria.

De acordo com a delegada Alana Cardoso, durante depoimento de envolvidos no tráfico presos no mês de março, eles citavam que sofriam extorsão de policiais da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) da Polícia Judiciária Civil.Delegado João Bosco, da DHPP: preso suspeito de tráfico de drogasDelegado João Bosco, da DHPP: preso suspeito de tráfico de drogas
No entanto, segundo a delegada, não era possível que a DRE estivesse envolvida já que esta realizava a investigação. Assim, foi acionada a Corregedoria para apurar o caso paralelo à investigação do crime de tráfico que ainda continua.
“Os dois teriam aderido ao grupo criminoso por isso estão sendo indiciados por associação ao tráfico. Além da corrupção, se tornaram parte do grupo e asseguravam segurança e proteção tanto contra a investigação pela DRE quanto dos outros bandidos”, afirma a delegada Alana Cardoso.

A Corregedoria confirmou o envolvimento do delegado e da investigadora. O delegado, no entanto, nega participação, conforme relatou a alguns veículos de comunicação.

Ele está na Polinter e seu celular foi retirado por policiais, após os contatos. A reportagem ligou para ele, mas não conseguiu falar.
Alana Cardoso: policiais não eram alvo principal da investigaçãoAlana Cardoso: policiais não eram alvo principal da investigação

CRIMES

As autoridades ainda têm dúvida sobre o enquadramento dos crimes do delegado e da investigadora. Ainda não se sabe se se trata de corrupção passiva (devido acusação de receber dinheiro dito por membros investigados) ou se concussão, um tipo de peculato (crime de apropriação, desvio e facilitação de servidor público no cargo de recurso, bem para si ou outro).

O secretário de Segurança Pública, Alexandre Bustamante, e o delegado geral da corporação, Anderson Garcia, não confirmaram o nome do delegado e da esposa investigadora. Só divulgaram iniciais. A alegação é de que o processo corre em segredo de Justiça.

Conforme Bustamante, o delegado e sua esposa passam a responder por dois processos paralelos, sendo um administrativo na Corregedoria e criminal. “Eles responderam como servidores e em ambos os processos serão usadas as mesmas provas materiais. Caso condenados, podem receber uma advertência como também perder a função com exoneração”, finaliza.