Juiz nega afastar deputado, mas bloqueia R$ 4,7 mi de acusados de desvios na AL

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Quarta, 20 Março 2019 | FolhaMax
O juiz Bruno D’Oliveira Marques, da Vara de Ação Civil Pública e Ação Popular, recebeu a denúncia do Ministério Público Estadual contra 16 pessoas acusadas de participarem de um desvio de mais de R$ 4 milhões na Assembleia Legislativa, investigados na “Operação Ventríloquo”. Na mesma decisão, o magistrado deferiu o pedido de bloqueio das contas de dos bens dos acusados, bem como rejeitou o afastamento do deputado estadual Romoaldo Junior (MDB) do cargo.
“Atento à excepcionalidade da medida, nos termos do previsto no art. 20, parágrafo único, da Lei nº 8.429/92,  indefiro o pedido de afastamento cautelar do requerido Romoaldo Aloisio Boraczynski Junior do cargo de Deputado Estadual, sem prejuízo de posterior reapreciação acaso demonstrados os requisitos”, diz a decisão.
Na decisão, foi determinado o bloqueio de R$ 4.740.427,69 de Romoaldo Junior, dos ex-deputados José Riva e Mauro Savi; do ex-secretário-geral da Assembleia, Luiz Márcio Bastos Pommot, e ainda do ex-chefe de gabinete Francisvaldo Mendes Pacheco.
Outros réus tiveram o bloqueio de valores menores. O ex-deputado Gilmar Fabris teve R$ 95 mil bloqueados, assim como os ex-servidores do Legislativo, Odenil Rodrigues de Almeida e Ana Paula Ferrari Aguiar. 
Marcelo Henrique Cini e Cleber Antonio Cini tiveram R$ 830.750,00 bloqueados. O bloqueio sobre as contas de Valdir Daroit e Leila Clementina Sinigaglia Daroit é de R$ 280.500,00.
Contra José Antonio Lopes, o montante a ser bloqueado é de R$ 868.000,00. O empresário Claudinei Teixeira Diniz teve R$ 401.000,00 bloqueados, enquanto Edilson Guermandi de Queiroz teve R$ 738.888,00 restritos.
Mais informações em instantes.