MT é o único estado do País que não tem primeira-dama
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Segunda, 10 Outubro 2016
| MuvucaPopular
Mato Grosso é um dos únicos estados do País que não tem a figura da primeira-dama. Isso porque o governador Pedro Taques (PSDB) se separou amigavelmente de sua amasiada, que apresentava como esposa, Samira Martins, com quem mantinha relação desde quando era procurador de justiça.
Samira nunca foi considerada integrante da administração estadual, embora exercesse papel fundamental no Nucleo de Ações Voluntárias (NAV), criado especificamente para ela, que rompeu com a tradição das primeiras-damas assumirem a pasta da Assistência Social ou Trabalho e Cidadania.
O gabinete de ações voluntárias já foi desativado, e os servidores remanejados. A assessora de imprensa da ex-primeira dama, por exemplo, agora está lotada no gabinete de governo com DGA 4, como assessora especial.
O primeiro sintoma da falta que Samira faz no governo é a paralisação das obras do Hospital Central, que estava sendo impulsionado pelo Núcleo de Ações Voluntárias, coordenado por ela, que trabalhava na captação de recursos para a conclusão da obra. Como se não bastasse, o governo perdeu a sensibilidade nas últimas semanas, e não fez o repasse para os hospitais regionais, que estão fechados.
A imprensa ainda não noticiou o rompimento, até porque não houve nenhuma manifestação formal sobre o assunto. Mais importante que o lado misógino de qualquer político, está sua capacidade de governar e representar o povo. Na parte econômica, no entanto, Taques não vai bem. Além de não cumprir com as obrigações trabalhistas com os servidores público (RGA), não conseguiu chegar nem na metade do mandato com o salário em dia.
Além disso o pagamento dos fornecedores e repasses para os municípios também estão capengando. Taques não abriu nenhuma delegacia para mulheres, afim de dar apoio para as vítimas de violência doméstica, e também não elaborou uma política de construção de casas.
O Núcleo de Ações Voluntárias, que dava um toque de sensibilidade ao governo, havia sido criado por meio do decreto nº 86, publicado no Diário Oficial, que era coordenado por Samira e mais três servidores. O NAV não recebia qualquer recurso estadual para seu funcionamento. Samira também não recebia rendimentos mensais, apenas os servidores.