Ex-deputado coloca tornozeleira e vê "lado positivo" em ser monitorado pela Justiça
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Segunda, 11 Abril 2016
| FolhaMax
O ex-deputado estadual José Riva esteve no fórum de Cuiabá no início da tarde desta segunda-feira para procedimento de instalação de tornozeleira eletrônica. O equipamento foi uma das medidas cautelares impostas pela juíza Renata do Carmo Evaristo ao assinar alvará de soltura do ex-presidente da Assembleia na última sexta-feira, atendendo a determinação do Supremo Tribunal Federal (STF).
O equipamento não foi colocado na última sexta-feira em virtude do feriado de aniversário de Cuiabá. Como não havia plantonista da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh) na fórum, foi determinado que ele retornasse nesta segunda.
Riva também foi submetido a outras medidas cautelares, como comparecimento mensal ao juízo, proibição de contato com outros réus e de acessar a Assembleia Legislativa e recolhimento domiciliar no período noturno, finais de semana e feriados. Ele ainda teve o passaporte recolhido pela Justiça.
Após colocar o equipamento, Riva disse não ser demérito nenhum ser monitorado eletronicamente e levou a questão pelo lado positivo. “Acho que é um procedimento que até, de certa forma, é bom para mim, porque pelo menos não tem o ‘diz que diz que’, não é? Você vai estar sendo acompanhado e eles vão saber meus passos”, afirmou o ex-deputado ao site Olhar Jurídico.
O ex-deputado foi solto após ficar 186 dias preso em virtude da “Operação Metástase – Célula Mãe”. Na última quinta-feira, o ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal) concedeu habeas corpus ao ex-parlamentar, que é acusado de desviar cerca de R$ 2 milhões da verba de suprimento de fundos da Assembleia.
