Eder presta depoimento à CPI da Copa pela 2ª vez

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Terça, 10 Novembro 2015 | GazetaDigital
Livre da prisão, mas cumprindo medidas cautelares impostas pela Justiça Federal de Mato Grosso, o ex-secretário de Fazenda, Eder Moraes (PHS), volta à Assembleia Legislativa na manhã desta terça-feira (10). Ele será ouvido a partir das 9 horas pelos membros da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Obras da Copa do Mundo que é presidida pelo deputado estadual Oscar Bezerra (PSB). A oitiva será realizada no auditório Milton Figueiredo.
Será a segunda oitiva de Eder à CPI instalada na Assembleia Legislativa para investigar irregularidades nas obras lançadas em Cuiabá e Várzea Grande visando a Copa do Mundo realizada entre junho e julho de 2014 tendo Cuiabá como uma das subsedes. Na primeira, em 15 de abril, o ex-secretário estava preso como desdobramento da Operação Ararath e foi ao Legislativo Estadual escoltado por agentes.
Agora promete levar documentos que, segundo ele, “mostrarão a verdade” sobre a escolha do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), modal de transporte que seria implantado em Cuiabá e Várzea Grande ao custo de R$ 1,4 bilhão, mas que não ficou pronto e hoje rende muitas polêmicas, críticas e até acusações por parte do atual governo em relação à gestão passada do peemedebista Silval Barbosa.
Eder, novamente, vai falar na condição de ex-secretário extraordinário das Obras da Copa (Secopa). Entre os assuntos que ele promete esclarecer com documentos é a sua atuação no processo que culminou na alteração do projeto de implantação do Bus Rapid Transit (BRT) para o VLT)como novo modal de transporte coletivo.
“Vou lá para esclarecer os fatos sobre a construção do VLT e comprovar documentalmente que houve estudos para a implantação do VLT ao contrário do que tem dito o atual governo e alguns de seus secretários”, reafirmou Eder ao Gazeta Digital nesta segunda-feira (9).
Na semana passada ele antecipou ao GD que pretende “desmascarar” quem afirma que não houve estudos de viabilidade técnica para a implantação do modal, bem como sobre o valor da tarifa a ser praticado quando as obras fore concluídas, o que não tem data prevista para ocorrer.